Facebook quer ganhar dinheiro com os jornais

Imagine que um dia você entra no Facebook e ele voltou a ser o que era no início: um lugar inócuo, onde os amigos que conhecia pessoalmente partilhavam do seu álbum de fotografias, dos seus jogos, dos seus pensamentos. Faltavam os jornais na porta, não era? O Facebook não quer oferecer jornais. Facebook quer ganhar dinheiro com os jornais.
Até agora era segredo, mas foi mesmo um dos envolvidos que começou a falar. O Facebook está explorando a hipótese de uma nova forma de negócio e quer ter como aliados o “The New York Times”, a “National Geographic” e o “BuzzFeed”. Se era para começar por algum lado, o melhor é começar pelos grandes.
Foi no início desta semana, no próprio “The New York Times”, que foram reveladas negociações entre a rede social e estes meios, numa notícia feita com base em fontes anônimas mas que não deixa de acrescentar detalhes a esta proposta. Até agora o feed do Facebook – que há muito deixou de ser apenas uma feira de vaidades e privacidades dos seus usuários – tem agregado as notícias dos meios de comunicação social, sem desviar os leitores do caminho que os leva à fonte original. Ao clicar num artigo do “The New York Times” o leitor vai parar ao site do jornal, onde é acumulada informação sobre esse mesmo leitor.
O Facebook quer interromper esse caminho e ficar com a posse desses conteúdos em troca de dinheiro da publicidade e de mais rapidez no carregamento do site para onde o leitor é dirigido. Os oito segundos que são gastos atualmente para chegar ao artigo original têm de ser encurtados.
Pôr o ouro na mão dos outros não será de fato fácil, mas a questão é que o Facebook já tem bastante poder sobre esse ouro. O número de entrada de leitores via Facebook e outras redes sociais como Twitter já é demasiado grande para ser desprezado (em alguns sites de informação pode chegar aos 50%). Um tráfego que parece ter diminuído para alguns desses meios nos últimos tempos, apenas porque o Facebook tem dado prioridade aos vídeos.
Com esta proposta, as mídias veriam o seu tráfego ainda menor em favor do Facebook, e deixariam eles mesmos de controlar os proveitos da publicidade. Por outro lado, os seus artigos seriam dirigidos para grupos de utilizadores específicos que estariam prontamente disponíveis para a sua leitura. A notícia do “Times” fala em outros possíveis envolvidos, como “The Guardian”, “Huffington Post” e “Quartz”, mas ninguém quer comentar um negócio que parece demasiadamente arriscado, e que coloca o poder todo nas mãos do Facebook. Na verdade, os geradores de informação e conteúdos seriam apenas isso, produtores, sem controlar a forma com que os seus “produtos” seriam expostos nas prateleiras. Ninguém duvida que o grande negócio é a distribuição.
 

Sua empresa está pronta para Inbound Marketing?

Sua empresa está pronta para implementar uma estratêgia de Inbound Marketing?

Sua empresa está pronta para Inbound Marketing?

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.